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Ver Corretamente a Si Mesmo Existe uma fábula antiga que conta a história de um cachorro que esta com um pedaço de carne na boca e que, ao passar pela ponte, viu sua imagem refletida nas águas do rio e ao latir, pensando que seria outro cachorro, acabou por derrubar o que tinha na sua boca. Essa historinha está nos mostrando que uma pessoa gananciosa pode perder tudo o que conseguiu adquirir. Mas, esta historinha também está nos mostrando uma coisa mais importante ainda que é o “ver corretamente a si mesmo”. Os animais não conseguem ver a si próprios mas o ser humano, vendo sua imagem no espelho, consegue refletir e corrigir a si mesmo. Muitas pessoas dizem: “eu compreendo a mim mesmo com clareza”, mas será isso mesmo? Alguns pontos podem ser vistos, às vezes, porém, esquecemos de perceber algo mais importante. É impossível ver o seu próprio rosto e suas costas com seus próprios olhos. E mais impossível ainda e enxergar seus próprios olhos. Julgar as coisas que estão fora de si e a sua imagem é possível, mas nunca podemos ver o seu interior. Atualmente podemos ver o interior dos nossos órgãos através da ciência médica mas não podemos enxergar nossa “essência espiritual”, algo que está nos vivifiando. E é onde existem as trevas do nosso “lado espiritual”. Sem perceber a nossa ignorância nunca podemos ver a realidade da nossa vida. Assim como o espelho mostra a nossa imagem, o ensinamento de Buda (Luz da Sabedoria Búdica) nos faz perceber a nossa ignorância. Buda Shakyamuni, após a iluminação, durante 45 anos pregou incontáveis sermões e o seu último sermão foi na região chamada Kushinagara. Nesta viagem ele adoeceu gravemente numa aldeia chamada Beluva e, ao perceber que o fim estava próximo, pregou seu último sermão para Ananda: “FAÇA DE SI PRÓPRIO SEU ÚNICO REFÚGIO, FAÇA DO DHARMA SUA PRÓPRIA LUZ”. Como fazer para ser seu próprio refúgio e sua própria luz? O Dharma é que nos mostra o Caminho para percebemos isso. O ensinamento budista é como um espelho e serve como uma base para vermos isso. Todos os dias nós encontramo-nos conosco mas não estamos verdadeiramente enxergando nosso interior. Sem o encontro como o Dharma Budista e a Compaixão Búdica, não poderemos enxergar a nós mesmos. Na conclusão geral do Tannishô, o Mestre Shinran ensinou: “Refletindo sobre o Voto em que Amida meditou durante cinco kalpas, verifico que realmente ele se destina à salvação de minha pessoa”. |
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