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SABEDORIA

            Conhecimento mais discernimento: o conhecimento das coisas e a realização da verdade.

SADANA

            Numa primeira abordagem, um texto que conduz uma prática de meditação específica. Amplamente, o processo pelo qual o praticante alcança o resultado, incluindo indistintamente meditação formal e vida cotidiana.

SHAKYAMUNI

            Literalmente, “Sábio dos Sakyas”. Seu primeiro nome era Siddartha; ele nasceu como filho de Suddhodana, da casta ksatriya, governador de Kapilavastu, e Maya, sua esposa. Maya faleceu sete dias depois, deixando o filho para ser educado pela sua irmã, Prajapati; no devido tempo, desposou Yasodhara, que lhe deu um filho Rahula; em busca da verdade, ele deixou o lar, tornou-se um asceta, disciplinou-se severamente e, finalmente, aos 35 anos de idade, sob uma árvore, compreendeu que a maneira de libertar-se da corrente dos renascimentos e mortes não se achava no ascetismo, mas sim no discernimento; isto ele explicou primeiramente em suas Quatro Nobres Verdades e no Nobre Óctuplo Caminho, posteriormente ampliados e desenvolvidos em muitos sermões.

SAMBOGAKAYA

            O “corpo de deleite” do Buda, a emanação contínua de formas puras que manifesta a liberdade do Damakaya.

SAMGHA

            sânsc. - A Fraternidade Budista.

            O Samgha consiste na comunidade de monges, monjas, leigos e leigas. Primitivamente, consistia apenas de monges e freiras desabrigados. Mais tarde, com o advento do movimento mahayanista, todos aqueles que almejavam o estado de um Bodhisattva, leigos ou monges, reuniam-se em uma Fraternidade, que é uma das Três Jóias do Budismo. É a comunidade de praticantes que se aplicam à prática dos ensinamentos do Buda.

            Em outras palavras, o Samgha é a comunidade formada pelos fiéis discípulos do Buda, que vivem, no seio da sociedade maior, em harmonia e fraternidade, respeitando a vida, em todas suas manifestações, sempre assíduos em ouvir o Dharma e sempre prontos para transmitir sua fé aos demais. Nós budistas tomamos refúgio no Samgha porque ele é a legítima sociedade fraterna formada pelos que trilham o Caminho da Sabedoria e Compaixão ensinado pelo Buda.

SAMSARA

             sânsc. - Ciclo de Renascimento.

            É a perpétua repetição do nascimento e morte, desde o passado até o presente e o futuro, através dos Seis Planos de Existência.

            A menos que se adquira a perfeita sabedoria ou que seja iluminado, não se poderá escapar desta roda da transmigração. Aqueles que estão livres desta roda de transmigração são considerados Budas.

            E a esfera do limitado, do contingente, do ilusório em oposição a Nirvana, o mundo do Infinito, do Absoluto e do Real.

            Os autores budistas japoneses e chineses empregam freqüentemente a expressão “nascimentos e mortes” como tradução de Samsara.

SÂNSCRITO

            O sânscrito é a língua literária clássica da antiga Índia e pertence à família Indo-Européia. O sânscrito divide-se em: Védico e Clássico. As escrituras da tradição Mahayana foram escritas neste idioma, cujo estilo é conhecido como sânscrito híbrido budista.

SEIS EMOÇÕES PERTURBADORAS

            As Seis Emoções Perturbadoras são:

                    1)     Raiva ou medo;

                    2)     Aflição por carência;

                    3)     Obtusidade mental e cansaço;

                    4)     Desejo e apego;

                    5)     Inveja e competitividade,

                    6)     Orgulho e falso contentamento.

Essas emoções correspondem aos Seis Reinos da Roda da Vida.

SEIS PERFEIÇÕES

            No Budismo Mahayana, o Bodhisattva é um modelo ideal de praticante, caracterizado pelo exercício das Seis Perfeições ou Paramitas, comparadas a jangadas que conduzem o praticante da Margem de Cá do Rio da Existência (estado de ignorância e escravidão às paixões) para a Outra Margem (Nirvana, Despertar, Iluminação).

            No Budismo Esotérico, os Paramitas são simbolizados por seis tipos de oferendas que, na etiqueta tradicional indiana, eram seis dádivas com que um anfitrião agraciava seus hóspedes.

            As Seis Perfeições são:

                    1)     Dádiva (sânsc. Dana, jap. Fuse) - água;

                    2)     Preceitos (sânsc. Sila, jap. Jikai) - perfume;

                    3)     Paciência (sânsc. Kshanti, jap. Ninniku) - flores;

                    4)     Esforço e Perseverança (sânsc. Virya, jap. Shôjin) - incenso;

                    5)     Concentração (sânsc. Dhyana, jap. Zenjô) - alimento,

                    6)     Sabedoria ou Gnose (sânsc. Prajna, jap. Chie) - luz.

            No Grande Sutra da Vida Imensurável é dito que na sua fase de ascese visando a Realização Búdica, o Boshisattva Dharmakara praticou as Seis Perfeições, tornando-se posteriormente o Buda Amida.

            O Sutra do Diamante é um controle de qualidade para essas “perfeições”, estabelecendo o critério que as define como transcendentes de fato. Por exemplo, o esforço jubiloso transcendente é o que se propõe beneficiar os seres da forma mais ampla, o que seria divulgar e aplicar os ensinamentos que revelam a liberdade. Um esforço jubiloso pertencente à Roda da Vida, que apenas ajude algum grupo de indivíduos de uma forma relativa, por exemplo, não seria considerado perfeição.

SEIS PLANOS DE EXISTÊNCIA / SEIS REINOS DA RODA DA VIDA

            Ambientes mentais correspondentes às Seis Emoções Perturbadoras.

            Os Seis Planos de Existência, segundo a cosmologia búdica são:

                    1)     Plano infernal (Inferno) – mundo dos seres mergulhados num sofrimento atroz;

                    2)     Plano dos fantasmas famintos (Demônios Famintos) – mundo dos seres dominados por desejos insaciáveis;

                    3)     Plano dos animais (Animais) – mundo dos seres ignorantes, dominados pelos instintos;

                    4)     Plano dos titãs (Asura ou Demônios Belicosos) – mundo dos seres dominados pela agressividade;

                    5)     Plano dos seres humanos (Homem) – mundo dos seres em que ignorância e discernimento, prazer e dor se misturam em idênticas proporções,

                    6)     Plano dos seres celestiais (Bem-Aventurança) – mundo dos seres mergulhados no gozo dos prazeres.

            Todas as emoções perturbadoras se manifestam no reino humano, mas a predominante seria desejo / apego e isso caracteriza o reino humano como tal. Nenhum dos reinos tem existência sólida; porém, os seres que lá se encontram acreditam na solidez de seu reino da mesma forma que usualmente acreditamos nesse reino humano.

SHINRAN

             Shinran Shonin (1173-1262 d.C.), fundador da Verdadeira Escola da Terra Pura.

SIMPLES MORTAIS

            Todos os homens, o homem mundano, o picador, etc., em contradição com o homem santo, de maiores capacidades.

SKANDHAS

            Os cinco skandhas (componentes) de um ser inteligente, especialmente um ser humano, são:

                    1)     Forma física / matéria - relacionada com os cinco órgãos dos sentidos;

                    2)     Recepção / sensações - funcionamento da mente ou dos sentidos, em conexão com assuntos e coisas;

                    3)     Concepção (pensamento) / percepções - funcionamento da mente ao fazer distinções;

                    4)     Ação / formações mentais - funcionamento da mente em seus processos relacionados a gostar e desgostar, bem e mal,

                    5)     Consciência - faculdade mental relacionada com a percepção e a cognição, discriminativa de assuntos e coisas.

SOFRIMENTO CÁRMICO

            O carma é a ação que causa seja o bem, seja o mal. Em geral, nosso atual sofrimento é o efeito de nossas próprias ações passadas, cujos três são pensamento, palavra e ação.

SRAMANA

            port. – Samana.

            Samana é o indivíduo (na maioria das vezes um mendigo ou monge) que opta por encontrar e seguir uma vida em harmonia com a natureza, abandonando totalmente, para esse fim, sua vida social.

SRAVASTI

            Grande cidade da Índia na época de Buda, situada entre o Ganges e o Himalaia.

SUNYATA

            sânsc. - A Não-Substancialidade.

            É o conceito, um dos pontos fundamentais do Budismo, segundo o qual nada tem substância ou é permanente. Desde que tudo depende da causação, não pode haver nenhum ego permanente como substância. Mas, não se deve prender ao conceito pelo qual tudo tem substância, nem àquele que o nega. Todo o ser humano ou não-humano, guarda uma relatividade. Portanto, será tolice sustentar certa idéia, conceito ou ideologia como única e absoluta. Esta á a principal tendência que se verifica nas Escrituras Prajna do Budismo Mahayana.

SUTRA

            sânsc. - Escrituras Sagradas.

            Os sutras são os tratados em que se acham registrados os ensinamentos de Buda. Este termo, originalmente, significava “linha”, com a qual, selecionando-se os assuntos, elaborava-se compêndio, “fazendo-a passar” por uma vasta quantidade de estudos em religião ou ciência. É uma das partes do Tripitaka.  


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