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NAMU
Submeter-se a, reverenciar a, render
homenagem a, e expressão de submissão ao comando, compromisso completo, reverência,
devoção, confiar na salvação, etc. Namu é constantemente usado em liturgia,
especialmente como Namu Amida Butsu, que é a fórmula de fé na Escola da Terra
Pura, representando o coração crente de todos os seres e o Poder e o desejo
que Amida tem de salvar. NATUREZA BÚDICA
A capacidade para a iluminação
existente em todos. Ainda que todos possuam a natureza búdica, ela requer
cultivo para que venha a dar frutos. De acordo com as Escolas da Terra Pura,
esta bodhi potencial é usualmente considerada como a pura mente de fé. NEMBUTSU
Tradução japonesa da expressão sânscrita Buddhasmriti (pensar ou manter a mente fixa na imagem de Buda). Exprime a recitação da frase Namu Amida Butsu, que expressa o ato de entrega ou refúgio incondicional do praticante em Amida ou no Absoluto. É a resposta do homem ao chamado do Absoluto que apela para que ele desperte para o Real. Através dessa resposta, o Absoluto e o contingente se fundem num só.
A essência do Nembutsu está no fato
do mesmo estar além da conceitualização e da compreensão em termos de
intelecto. O mundo da compreensão intelectual pertence ao ego e o Nembutsu é a
renúncia total ao ego e todas as suas construções. Toda e qualquer tentativa
de explicar e rotular o Nembutsu fracassa, na medida em que parte do ego. Assim,
nós, que vivemos prisioneiros do ego e de suas construções, só podemos
expressar o Nembutsu, que pertence ao domínio do Verdadeiro Eu, através do
paradoxo, como faz Shinran. NIRMANAKAYA
O “corpo de compaixão” do Buda,
que incessantemente surge para beneficiar os seres. Os mestres reconhecidos como
emanações da intenção iluminada do Buda. NIRVANA
sânsc. - A Perfeita Tranqüilidade.
Literalmente, este vocábulo
significa “apagar, extinguir”. Este é o estado a que se chega, quando,
através das práticas e meditação baseadas na Sabedoria Correta, extinguem-se
completamente toda a corrução e paixões mundanas. Aqueles que conseguiram
atingir esse estado são chamados Budas. Siddharta Gautama atingiu esse estado e
se tornou um Buda, aos 35 anos de idade. Entretanto, acredita-se agora que tenha
alcançado tal estado de perfeita tranqüilidade, somente após a sua morte,
pois algum resíduo da corrução humana sempre existe, enquanto existir o corpo
físico. NYORAIO mesmo que Tadaakada, Tathagata. Nyo, tatha, significa assim, deste modo, desta maneira, como, tal como. É a natureza última de todas as coisas, a realidade de todo Buda ou Nirvana. Raí significa vir, gata significa chegado a, vir (ou devido à elisão por motivos eufônicos, ágata, ido), cair para dentro de alguma coisa ou de um estado de ser. Portanto, Nyorai pode ser considerado como o Buda que assim-foi ao Nirvana e assim-veio a se manifestar no mundo. O perfeito, aquele que atingiu o objetivo espiritual mais alto possível. Aplica-se tanto a Buda quanto a seus discípulos. NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO
O caminho gradual que o Buda ensinou para irmos da experiência de aprisionamento à obtenção do reconhecimento incessante da liberdade. Os chineses o traduziram como o “Caminho das Oito Práticas Corretas”: 1) Compreensão / Visão / Percepção Correta; 2) Pensamento Correto; 3) Fala / Palavra Correta; 4) Ação / Conduta Correta; 5) Meio de Vida Correto; 6) Esforço Correto; 7) Atenção Correta,
8)
Concentração / Meditação Correta. O primeiro passo é abandonar a motivação usual de perseguir objetivos que não são capazes de produzir felicidade duradoura e colocar-se na direção daquilo que realmente pode produzir uma experiência estável de liberdade. Com essa motivação firmemente estabelecida, os três passos seguintes são alcançados naturalmente, já que uma pessoa com tal refúgio não pratica as Dez Não-Virturdes em mente (segundo passo), fala (terceiro passo) e corpo (quarto passo). No quinto passo há uma ampliação dessa motivação, que passa a incluir os outros seres. Nesse passo o desenvolvimento das Quatro Qualidades Incomensuráveis e das Seis Perfeições proporciona destemor e uma inserção adequada no mundo, o que elimina a crise existencial. Os três últimos passos referem-se à prática de meditação: o sexto passo é o desenvolvimento de estabilidade; o sétimo passo, a prática da sabedoria transcendental que aponta em cada evento separativo uma natureza de liberdade; e o oitavo passo, a prática do reconhecimento incessante dessa pureza inerente não-separativa, a liberdade não-casual que sempre esteve presente, mas que até então não havia sido reconhecida. O Nobre Caminho Óctuplo constitui a Roda do Dharma. O praticante gira essa roda da melhor maneira que consegue, indo, do primeiro ao oitavo passo, várias vezes, a cada vez melhorando algum ponto, até realizar completamente cada um deles. |
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