|
DAKINI
Fonte da atividade iluminada do Lama,
correspondente ao aspecto Samgha das Três Jóias. O princípio feminino da
sabedoria. DÉCIMO-OITAVO VOTONo Grande Sutra, Livro I, lê-se o seguinte:
“Mesmo que eu possa obter a
budeidade, (se) os seres dos dez
quadrantes, com a mais sincera mente, jubilosamente crerem (em mim ou em meu
nome) e desejarem nascer em minha terra búdica, chamando meu nome mesmo por dez
vezes (ou fixando o pensamento mesmo por dez momentos) lá nasçam, (eu) não
aceitarei a perfeita iluminação. Excetuem-se apenas aqueles que cometam os
cinco pedados mortais e os que difamem o Dharma Correto.” DESPROVIDOS DE BOAS RAÍZESsânsc. – Icchantika. jap. – Issendai.
Diz-se daqueles que seriam
desprovidos da Natureza Búdica, sendo assim incapazes de ter fé e de alcançarem
o Despertar. O Voto Original do Buda Amida seria a única via de salvação a
seu alcance. DEUSOs budistas não acreditam num ser todo-poderoso que criou o mundo e o protege. O Buda não é reverenciado como um deus mas como um ser humano que alcançou a Iluminação. Através de seus ensinamentos e exemplo, outros seres humanos têm a oportunidade de alcançar a Iluminação, sozinhos.
O Buda não quis ser adorado como um
deus nem que as pessoas aceitassem as coisas apenas porque ele havia dito. Elas
deveriam testar seus ensinamentos, usá-los como uma balsa para atravessar um
rio. Mas não deviam se apegar a eles nem defendê-los como dogmas.
DEUSES
No Budismo os deuses são considerados entidades inferiores aos Budas, isto é, aos homens que despertaram para o Conhecimento do Real. Shinran, fiel a uma tendência que remonta a Shakyamuni, o fundador do Budismo, mostra que o praticante do Nembutsu não precisa orar aos deuses, pois está acima dos mesmos.
A maior parte das escolas budistas
admite o sincretismo com divindades de outras religiões, mas o movimento
inaugurado por Shinran sempre procurou manter o Budismo puro de qualquer influência
de outros credos. Shinran criticava principalmente as superstições e crendices
ligadas à magia, às práticas adivinhatórias, à distinção entre dias favoráveis
e nefastos, e as preces com objetivos egoístas e interesseiros. DEVASDeuses da mitologia hindu, cuja existência é temporal e precária, em muitos aspectos semelhantes à do homem. DEZ AÇÕES NÃO-VIRTUOSAS
Ações que produzem sofrimentos. A moralidade no Budismo não surge de uma fonte externa, mas da experiência. A lista de dez não-virtudes é um croqui através do qual nos guiamos para verificar se os ensinamentos do Buda realmente trazem alívio e contentamento. Assim, abstemo-nos dessas ações não porque o Buda pediu, mas porque verificamos por nós mesmos que não produzem felicidade estável. São três as ações do corpo que devemos evitar: tirar a vida, roubar e praticar conduta sexual indevida (adultério, estupro, etc.). São quatro ações da fala: falar rudemente, difamar (ou comentar atitudes que realmente parecem condenáveis), mentir e falar inutilmente (ou permitir-se distrações e emoções vãs). São três ações da mente: avareza, aversão ou má vontade para com os outros e visão herética (no sentido de aceitar e defender teorias de mundo e doutrinas que produzem sofrimento). Resumindo, as dez más ações são: 1) Matança; 2) Roubo; 3) Conduta sexual desregrada; 4) Mentira; 5) Lisonja; 6) Calúnia; 7) Linguagem dúbia; 8) Ganância; 9) Cólera,
10) Ignorância.
As dez regiões são os quatro pontos
cardeais, os quatro pontos colaterais, o zênite e o nadir. sânsc. - A Verdadeira Doutrina, Preceitos Éticos do Budismo. jap. – Daruma, Hô. São preceitos ensinados por Buda, o Iluminado. Há três tipos de cânones nestes preceitos, a saber: 1) Sutras - o principal Dharma ensinado pelo próprio Buda; 2) Vinayas - código de disciplina dos monges transmitido por Buda, 3) Abhidharmas - comentários e discussões sobre os Sutras e Vinayas feitos pelos sábios de épocas posteriores. Estes três tipos de cânones constituem aquilo que se chama de Tripitaka. Dharma é uma das Três Jóias do Budismo.
O Dharma é descrito como aquilo que
tem sua própria natureza e sua própria norma para nos doar conhecimento. Ele
é usado no sentido de todas as coisas, visíveis ou invisíveis, reais ou
irreais, concretas ou abstratas, além do significado usual de lei, verdade,
características, comportamento, religião, etc. Somente uma alusão ao seu
significado pode ser feita aqui, enquanto livros inteiros foram devotados a esta
palavra tão pesadamente carregada. DHARMAKARAjap. – Hozo-bosatsu ou Hozo-Biku. De acordo com o Grande Sutra, foi a encarnação anterior de Amida. Dharmakara significa, literalmente, “relicário da lei”, ou seja: 1) A fonte primária de todas as coisas; 2) O tesouro do ensinamento do Buda,
3)
Manancial ou agente da Lei; uma das encarnações de Amida. DHARMAKAYA
O “corpo da vacuidade” do Buda,
sem inclinações, mas ainda assim prenhe de todos os fenômenos e
possibilidades. DIPANKARA
Nome de um Buda lendário, que teria
vivido milhões de anos antes de Siddharta Gautama. DUKA
sânsc. – Sofrimento.
páli – Dukkha. Geralmente traduzido como “sofrimento”, mas que mais amplamente é a própria complicação inerente à experiência cíclica da Roda da Vida. Não é apenas algo desagradável, mas também o sofrimento muitas vezes não percebido, mas implícito na felicidade baseada em condições. |
|
Copyright © 2003-2005 - Grupo de Estudos Budistas Shurendo - Todos os direitos reservados. |