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CINCO AGREGADOS DA EXISTÊNCIA

            Ver Skandhas.

CINCO FALTAS CAPITAIS / CINCO PERVERSIDADES

            As Cinco Faltas Capitais são:

                        1)     Matar o pai;

                        2)     Matar a mãe;

                        3)     Matar um Mestre;

                        4)     Perturbar a harmonia da Comunidade Budista,

                        5)     Derramar o sangue de um Buda.

CINCO PRECEITOS BÁSICOS

            Os Cinco Preceitos Básicos são:

                        1)     Não matar nenhum ser vivo;

                        2)     Não roubar;

                        3)     Não ter relações sexuais (para os monges);

                                Não ter relações sexuais ilícitas (para os leigos);

                        4)     Não mentir,

                        5)     Não vender bebida (por extensão, não iludir o próximo).

CINCO VENENOS

            Os Cinco Venenos são:

                        1)     Raiva / medo;

                        2)     Obtusidade mental;

                        3)     Desejo / apego;

                        4)     Inveja,

                        5)     Orgulho.

             São chamados de venenos porque potencializam os impulsos para as dez ações não virtuosas, e assim criam todos os sofrimentos da Roda da Vida.

CIRCUNSTÂNCIAS CÁRMICAS / CAUSAÇÃO CÁRMICA

            jap. – Gô-en.

          Gô-en é a circunstância cármica, condições resultantes de nossa ação moral, isto é, uma causa cooperante ou secundária, em contraste do in que é a causa direta.

COMPAIXÃO

jap. – Jihi.

Traduz-se comumente por compaixão a expressão formada pelas palavras sânscritas Maitri e Karuna. Maitri é um sentimento de afeição e simpatia que se caracteriza pelo esforço em proporcionar prazer ou alegria a outrem e Karuna o sentimento de comiseração ou pena que procura mitigar o sofrimento de outrem.

Compaixão seria então um sentimento de afeição e solidariedade dirigido a todos os seres, uma espécie de Amor Universal. Entretanto, nas traduções dos textos budistas procura-se evitar o uso da palavra amor, porque o termo sânscrito Trsna, comumente traduzido por amor, possui a conotação negativa de um apego egoísta ao objeto amado e de um desejo insaciável de satisfação pessoal.

A Compaixão Búdica, ao contrário do Amor das religiões ocidentais, que se dirige apenas aos seres humanos, engloba também os animais, os vegetais e mesmo os seres inanimados e os objetos manufaturados pelo homem.

CONDICIONAMENTO CÁRMICO

jap. – Shukugô.

            No Budismo Shin, traduz-se por condicionamento cármico a expressão shukugô, um dos termos-chave do vocabulário da religião de Shinran. Shuku significa um lugar de pouso, para passar a noite; primitivo, anterior. O significado aqui é o de existências prévias ou vidas anteriores. O carma, sendo ação moral que causa retribuição futura, forma o núcleo moral de cada ser, o qual sobrevive à morte, para um futuro renascimento. Por conseqüência, nossa vida presente pode ser considerada como o resultado da conduta cármica anterior, assim como nossa vida futura depende da nossa presente conduta.

            Karma ou Karman é um termo sânscrito que significa “ação”, “atividade”. Segundo o Budismo e a maior parte das doutrinas indianas, nossa situação atual de felicidade ou desdita é condicionada pelo carma ou soma de atividades boas ou más que efetuamos no passado, nesta mesma vida ou em vidas anteriores. O carma leva em conta as atividades da mente (pensamento), da boca (palavras) e do corpo (ações). Da mesma forma, nossa condição futura será determinada pelo carma que acumularmos no presente. Quando Shinran fala em condicionamento cármico, quer ele mostrar que a situação do homem depende de todo um condicionamento anterior e que sua conduta, boa ou má, será necessariamente influenciada por esse condicionamento, Shinran mostra assim o caráter contingente e relativo do ser humano, cuja conduta necessariamente será também contingente e relativa. Não podemos exigir do homem a prática do bem absoluto nem condená-lo por praticar o mal porque todo o bem ou mal que ele praticar está em última análise dependendo de seu condicionamento cármico. Para Shinran, a auto-análise em termos de condicionamento cármico nos leva a reconhecer nossa fraqueza, nossa impotência e nossa ignorância. Entretanto, tal análise não nos deve levar ao desespero, pois, quanto maior for nossa fraqueza, tanto maior será a Compaixão que Amida derrama sobre nós, através de seu Voto Original.

            Em linguagem atual, diríamos que o condicionamento cármico é a soma de todos os fatores de natureza histórica, sócio-cultural, biológica e genética que está por detrás das ações de cada indivíduo, que por isso mesmo serão relativas e contingentes.


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