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AMITA

               sânsc. – Imensurável, Ilimitado, Absoluto.

            port. – Amida .

            Personificação do Absoluto, da Vida Cósmica, da Fonte Primordial de Existência de onde todas as consciências brotam e para onde todas elas voltam. O verdadeiro Eu ou o Eu Supremo, em oposição ao ego, prisioneiro de ilusões e interesses egoístas e mesquinhos.      

            Este termo está presente nos vocábulos Amitayus (Vida Ilimitada) e Amitabha (Luz Ilimitada), sendo que o primeiro expressa a Compaixão Absoluta e Eterna e o segundo, a Sabedoria Ilimitada. Amida é pois o Buda (Desperto, Perfeito) que tem Compaixão e Sabedoria sem limites.

            Amida Butsu , o Buda da Luz e da Vida Ilimitadas, sempre foi associado com a Terra Pura do Ocidente, a qual é a conseqüência da realização de seus quarenta e oito votos, especialmente o Décimo-Oitavo Voto, no qual ele jura receber a todos que invoquem seu nome em seu país, a não ser aqueles que tenham cometido os cinco pecados imperdoáveis ou sejam culpados de blasfêmia contra a fé.  

O Sutra Maior, da Terra Pura, apresenta doze epítetos deste Buda, associados às doze espécies de luz que Ele possui.

Amida é um dos Budas mais importantes e populares do Mahayana e é mencionado em mais de duzentos sutras, entre os quais o mais importante é o Grande Sutra da Terra Pura. Segundo esse sutra, Amida havia sido anteriormente um rei. Quando ele encontrou um Buda chamado Lokesvararaja, desejou tornar-se também um Buda. Então, renunciou ao mudo e tornou-se um mendicante chamado Dharmakara. Ele fez quarenta e oito votos e realizou várias práticas de bodhisattiva de modo a completá-las. Depois de muitos eons, seus votos se realizaram e ele se tornou o Buda da Luz e Vidas Infinitas. Sua terra está situada no oeste, o que é também um resultado de seus votos e práticas, e é chamada Sukhavati, “Suprema Bem-Aventurança”. De acordo com o que é prometido no Décimo Oitavo Voto, aqueles que ten uma sincera confiança em Amida e recitam o Seu Nome (Nembutsu) estão aptos a nascer em Sua terra, nesta vida, através do Seu poder. Amida é um Buda transcedental, em contraste com o Buda histórico, e em geral é considerado como um Corpo da Recompensa (sânsc. Sambhogakaya).

A escola de Budismo centrada em Amida é conhecida como Budismo da Terra Pura. Surgiu na Índia, desenvolveu-se na China e atingiu sua plenitude no Japão.

ANATHAPINDADA

            Comerciante de Sravasti que ofereceu a Buda seu jardim para ser usado em seus ensinamentos.

ANATMAN

            sânsc. – Negação do ego.

          Este é um dos pontos mais fundamentais do Budismo. Toda existência e fenômenos neste mundo não têm, afinal, nenhuma realidade substancial. É muito natural ao Budismo, que advoga a impermanência de toda a existência, insistir em que uma existência impermanente não possa possuir em si nenhuma perene substância. Esta palavra pode ser também traduzida por Não-alma (algo diferente do espírito ou alma; algo destituído de espírito ou mente).

ANITYA

            sânsc. – Transitoriedade, Impermanência.         

            Eis outro ponto fundamental no Budismo. Toda existência e fenômenos neste mundo estão constantemente mudando e não permanecem iguais, mesmo por um momento sequer. Tudo tem que morrer ou acabar em um dia do futuro, e esta perspectiva é a verdadeira causa do sofrimento. Este conceito não deve, entretanto, ser interpretado apenas do ponto de vista pessimista ou niilista, porque o progresso e a reprodução são também manifestações desta constante mudança.

ASAMKHEYAS

            Período de tempo imensurável.

ASÓKA

            Neto de Candragrupta (primeiro rei da dinastia Mauria) que unificou a Índia logo após a expedição de Alexandre, Asóka reinou durante o período de 268 até 232 a.C..

            Quando Asóka chegou ao trono, em 268 a.C., o Império dos Maurias estava no auge. Em 259 a.C., Asóka iniciou uma feroz campanha contra Kalinga, na costa leste, um dos poucos locais que resistiam ao seu reinado. A campanha foi bem sucedida, mas houve uma sangrenta batalha na qual aproximadamente 100 mil pessoas foram mortas e milhares de feridos. Asóka encheu-se de remorso.

            Em um esforço para redimir-se, converteu-se ao Budismo e jurou praticar os seus ideais de compaixão e não-violência. Convertido, tornou-se o primeiro patrono célebre do Budismo, encorajando seu desenvolvimento e propaganda em sua terra e no exterior, o que é testemunhado pela existência de estelas (espécie de coluna destinada a ter uma inscrição) com inscrições de relatos da conversão de Asóka e seus pensamentos sobre o Dharma. Sua propaganda, conta-se, expandiu-se das fronteiras da China até a Macedônia, o Egito e Cirene.

ASSEMBLÉIA DOS RETAMENTE ESTABELECIDOS

             jap. – Shojoju.

            Diz-se da pessoas que atingirem a condição de certamente alcançarem o Despertar Búdico.

ASURAS

            Os Devas são os deuses do Bramanismo enquanto os Asuras são os demônios belicosos que lutam contra esses deuses.

AUTO-APEGO

            jap. – Gashû.

            Apego ao conceito do ego. O Budismo reconhece um ego funcional, mas considera a noção de uma euidade permanente e o apego ao eu como errôneos.


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