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Meu Caminho Até o Budismo Shin
Sidney Duarte Junior
Lia
livros sobre a vida dos santos, livros doutrinários, li a Bíblia completamente
muitas vezes participei da Renovação Carismática Católica. Mas era uma vivência
de fé dogmática. Uma fé digerida
por outros e aceita sem discussões. Mas nunca aceitei o fato de que a Igreja,
ou uma Igreja fosse a única e exclusiva detentora da Verdade e com poder de
discriminar todas as demais. Ainda mais uma Igreja que prega um Deus de Amor e têm
um vasto histórico de guerras, massacres de dissidentes, perseguições insanas
religiosas, e preconceitos que
perduram até hoje. Um Deus que era apresentado como convinha na oportunidade.
Amor. Justiça. Ira.
Com
o tempo fui me questionando sobre a autenticidade de minha fé, se era
verdadeira ou apenas uma formalidade que eu cumpria perante a sociedade e o meu
ego.
Deixei
de freqüentar igrejas, não sentia a autenticidade do que era ensinado, dos
valores pregados.
Concomitante,
a todo esse processo de verificação e questionamentos, continuei convivendo
com pessoas de quase todas as denominações religiosas, menos budistas; e desse
convívio fui me amadurecendo espiritualmente. Aprendendo a não esperar as
coisas prontas e acabadas.
Fui
presenteado com os livros dogmáticos de outras religiões, tenho amizade
estreita com pastor evangélico. Todo esse meu processo e convívio
amadureceu-me a ponto de não precisar freqüentar o templo para saber do que se
tratava e não sentia diferença entre a fé que havia largado e a que me era
apresentada. Apenas troca de orações. No fundo a mesma mensagem.
O
Budismo para mim era uma religião exótica, inacessível. Tão desinformado eu
era. Pensava que tinha ou que virar monge, ou ser descendente de japoneses,
chineses, coreanos e outras nacionalidades afins para poder praticar o Budismo.
Sabia das 4 Nobres Verdades e do Caminho Óctuplo, mas não tinha quem me
explicasse. Interessava-me cada vez mais pela cultura asiática. Fiz tratamento
com a acupuntura há 12 anos atrás quando era vista apenas como uma medicina
alternativa e revi muitos conceitos. Li um livro da editora brasiliense “O QUE
É O BUDISMO” de Antonio Carlos
Rocha e que me incentivou a conhecer esse Caminho.
Sou
um leitor compulsivo, comecei a estudar sozinho, a adquirir livros após
consulta aos sites da net sobre o budismo. Como internauta soube do convite do
Templo Honpa Hongwanji ao evento Portas Abertas dirigido pelo Mauricio
Ghigonetto. Abriram-se portas para mim, fui recebido calorosamente por todos,
agradeço também aos Rev. Mário, e Rev. Wagner. O Mauricio me apresentou a
lista de discussão do Budismo Shin no Yahoo e dessa forma fiquei sabendo do
curso extensivo de budismo no Templo Higashi Honganji, ministrado pelos Rev.
Ricardo Mário Gonçalves e Rev. Fukashi Urabe. Neste Templo igualmente fui
atendido com carinho pelo Rev. Imai que me ofereceu os ensinamentos básicos e
me respondeu pacientemente às minhas dúvidas iniciais. O Templo Higashi fica
perto de onde resido e trabalho. Fica no meio do meu itinerário diário e
sempre lancei olhares curiosos mas não vislumbrava a possibilidade de vir a
freqüentá-lo. É onde pretendo
fazer o kikyôshiki e vir a ser
membro do Sangha.
Curiosa
é a vida do homem e os seus passos mais misteriosos. Meu caminho foi tortuoso,
um peregrinar sem regresso. Não me considero um iniciante à procura de
qualquer caminho exótico. Já ganhei convite formalizado para freqüentar
sociedade secreta e esotérica. Não senti afinidade com minha personalidade e
com o que busco.
Já com o Budismo me identifiquei logo que comecei a ler sobre o Dharma.
Inovador para meus ouvidos sua proposta de conheça a si mesmo. Viva o Aqui e
Agora. Livre-se do apego - mas sem falar que o homem é gerado na iniqüidade. E
natural seus ensinamentos. Quero pedir desculpas se omiti algum nome,
todas pessoas que conheci no Budismo Shin me ensinaram de alguma forma,
me auxiliaram e me incentivaram pelo seu exemplo e atitudes. Saibam que sou
muito grato. |
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