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A SuperioridadeEntre o povo, quando uma pessoa é vista como excelente, ela logo se considera superior às outras e, estagnada em seus pontos de vista, passa a considerar todas as outras como inferiores. Por isso é improvável a essa pessoa ser superior às disputas. Ela se obceca com tudo o que viu, com tudo o que aprendeu, com tudo o que pensou, com a moral e com os preceitos que observa, só descobre bons frutos em si própria, passa a considerar todo o resto como inferior. Quando uma pessoa se apega a algo e passa a considerar as outras coisas como inferiores, aqueles que atingiram a verdade ensinam que é obsessão. Por isso, o discípulo não se apega nem ao que viu, nem ao que aprendeu, nem a preceitos, nem à moral. Não devemos ser parciais nem quanto à sabedoria, nem quanto à moral, nem quanto a preceitos. Não nos devemos julgar nem iguais, nem inferiores, nem superiores aos outros. O discípulo abandona o ponto de vista antes adquirido, não se apega a ele. Não se apega nem mesmo à sabedoria. Mesmo estando entre pessoas divididas por suas diferentes opiniões, não se deixa arrastar cegamente por partidos. Não crê em nenhuma opinião tal como ela lhe apresenta. Não tem nenhum desejo em relação aos dois extremos, aos diversos seres vivos, a este ou outro mundo. Nele não existe morada de persistência em coisa alguma por ele sabida. Ele não tem o mínimo pensamento errôneo e enganador acerca do que viu, aprendeu ou pensou. Esse santo, que de modo algum se apega a qualquer ponto de vista, de modo algum poderá ter pensamentos errôneos ou fazer distinções neste mundo. Ele não tem pensamentos errôneos, não faz distinções, não se apega particularmente a qualquer opinião. Não se apaixona por nenhuma doutrina, não é dirigido por quaisquer preceitos, por qualquer moral. Criaturas como ele atingiram a Outra Margem, da qual jamais voltarão. |
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