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A História e Uso do Rosário

Livro dos Ofícios Religiosos – Hompa Honganji

Diôdo Chinchu – pg. 155-157

Introdução

O cerimonial começou. Os membros da congregação estão sentados em tranqüila meditação com suas cabeças baixas, os lábios recitando suavemente o Nembutsu, mãos postas, bem junto ao peito. As mulheres ostentam variados tipos de Diúzu de contas brilhantes de cristais, vidros, pérolas com volta dupla e com borlas púrpura e branca. Os homens seguram rosários de vidro claro, envelhecidas nozes Bodhi, ou contas de madeira, com cordões marrons ou verdes. Mesmo as crianças ostentam em pequenas mãos Diúzu vermelhos ou brancos. De todos os símbolos usados pelos Budistas estes rosários são os mais comuns e populares.

História

O "Nenju" é comumente chamada de "Diúzu" em japonês. É um costume Budista colocá-lo em volta das mãos quando se cultua o Buda. Os Budistas fervorosos habitualmente trazem-no em seus bolsos ou em seu pulso esquerdo.

Um Diúzu convencional contém duas contas "pais" e cento oito contas "crianças" unidas por um forte cordão.

Uma borla é colocada junto de uma das contas "pai" enquanto vinte contas menores conhecidas por "discípulos" e duas contas de forma oval são colocadas junto da outra conta "pai" por dois cordões.

Quando cultuamos ao Buda Amida o Diúzu é dobrado e colocado em volta das mãos. Nos velhos tempos era constituído por uma simples volta e as contas eram usadas para auxiliar a contagem das vezes em que era dito o Nembutsu.

O Diúzu compacto é constituído de uma volta contendo cinqüenta e quatro, vinte e sete ou um menor número de contas. O Diúzu simplificado é mais prático para ser usado no bolso. O que representa esse número cento e oito? No budismo fala-se das cento e oito paixões, das cento e oito meditações, das cento e oito perspectivas, etc. Vamos considerar as cento e oito paixões. O Budismo reconhece seis sentidos a saber: Visão, audição, olfato, paladar, tato e consciência. Cada uma dessas sensações advindas dos sentidos é associada com o sentimento de: agradável, desagradável e indiferente, perfazendo portanto dezoito sentimentos. Por sua vez cada uma dessas sensações pode ser considerada como estando ligada ou desligada do prazer. Temos portanto trinta e seis paixões básicas do homem. Elas estão ligas ao presente, passado e futuro o que nos dá 36x3= 108 paixões no total.

Os Budistas do Norte da China, Coréia, Japão, Mongólia e Tibete utilizam o Diúzu ao contrário dos Budistas do Sul que incluem o Ceilão, Birmânia, Tailândia, Vietnã, Laos, etc. Os rosários não são apenas usados pelos Budistas. Os muçulmanos e os católicos também os usam. No Japão antigamente os rosários só eram usados pelos monges mas seu uso tornou-se popular depois do período Kamakura (1185-1333 d.C.)

O Presente Significado

Supõe-se que o Diúzu tenha-se originado há 15 séculos passados. O seu significado era reverenciar ao Buda e seus ensinamentos. O fato das suas contas estarem todas presas a um fio, simboliza a unidade de todos os seres sensíveis a Sabedoria e Compaixão do Buda Amida. É um símbolo muito importante do Budismo pois representa a ligação existente entre o Buda, o Amida, o Homem e a possibilidade de vivermos conscientemente essa ligação ao repetir o NAMU AMIDA BUTSU pressionando as usas contas. Sentindo de fato a sua PRESENÇA.


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