Home Contato Mapa do Site Pesquisa


A Ausência do Eu

A segunda das três características do Dharma é: “nos fenômenos não há o que se chama de eu”. Isso quer dizer que em nenhuma das formas existentes ou fenômenos deste mundo há uma substância real. E nenhum ser vivo é permanente.

Mais tarde, ao invés da expressão “ausência de ego”, passou-se a usar, no Budismo, a palavra “vazio”. Ambos indicam, no entanto, que não há substância que seja real.

Por exemplo, vamos considerar a espécie humana. Durante a sua vida, os homens agem como se um “eu” existisse realmente. Sabemos, contudo, que o “eu” está mudando a cada momento e constatamos que não há o que possa ser chamado de “eu’ permanente e duradouro.

A maioria das religiões prega a existência e eternidade de um eu ou espírito. Nesse aspecto, podemos dizer que o Budismo se destaca das outras religiões.

É verdade que, pelo menos enquanto dura a nossa vida, um ser transitório existe. É reconhecido como um “eu” transitório, mas diz respeito unicamente à existência temporária.


Copyright © 2003-2005 - Grupo de Estudos Budistas Shurendo - Todos os direitos reservados.