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O Caminho do Meio
Bukkyo
Dendo Kyokai Suponhamos uma tora flutuando num rio. Se ela não encalhar, não afundar, não for retirada por um homem ou não se apodrecer, alcançará certamente o mar. A vida é como esta tora apanhada pela correnteza de um grande rio. Se uma pessoa não se apegar à vida de auto-indulgência ou, renunciando a esta vida, não se dedicar à vida de auto-tortura; se não se envaidecer com suas virtudes ou não se apegar aos seus maus atos; se na busca da Iluminação souber respeitar a delusão e não a temer; esta pessoa estará trilhando o Caminho do Meio. O importante, quando se está seguindo o caminho da Iluminação, é evitar ser apanhado e envolvido por um dos extremos, e seguir sempre o Caminho do Meio. Sabendo-se que as coisas nem existem e nem são não-existentes, lembrando-se da natureza onírica de tudo, deve-se evitar todo o orgulho pessoal ou a exaltação dos bons atos, ou ainda, ser apanhado e envolvido por toda e qualquer coisa mais. Para se evitar ser apanhado pela correnteza dos desejos, deve-se aprender, desde o princípio, a não se aferrar às coisas, a fim de que não se acostume nem se apegue a elas. Não se deve apegar nem à existência nem à não-existência, nem a qualquer coisa interior ou exterior, nem às boas como às más coisas, nem ao certo nem ao errado. A vida de ilusão começará a partir do momento em que houver o apego às coisas. Aquele que está seguindo o Nobre Caminho para a Iluminação não deve nutrir tristes recordações daquilo que passou, nem deve antegozar o futuro, deve, isto sim, com um mente justa e tranqüila, acolher aquilo que vier. |
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